Pedro Lopes Adão

Exéquias

Se morrer, estarei de fato preto, camisa branca,

Prostrado a eito – e vermelho: das rosas à gravata,

Na minha face um beijo,

Nas minhas têmporas, halo e adoração

E o gelo oculto p`las candeias.

Em breve o eterno etéreo, A cura do delírio

A vetusta do meu ser;

E as cruzes e o martírio,

A brancura do sudário…

Derramado o sangue do meu princípio:

tudo se encontra

Em lágrimas cadentes, visão do céu.

Como que por magia, a alma enobreceu.

Pedro Lopes Adão

Poema vencedor do 3ºlugar do concurso da AE/FLUP 2020

Associação de Estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Pedro Lopes Adão (b. 2001, Porto, Portugal) began his writing career at the age of 15, starting his journey with poetry, which later extended to literary criticism. He has collaborated with various cultural dissemination outlets, such as Devaneio magazine, where he is a member of the editorial team, as well as Comunidade Cultura & Arte, Revista Kametsa, Revista Mirada, Ruído Manifesto, among others.

After enrolling in the Faculty of Arts at the University of Porto, he was invited to participate in Revista Alegre and to be part of the anthology 110 Anos, 110 Poetas (organized by Isabel Morujão). In the meantime, he has published the works Palavra em Queda (Glaciar, 2022), Os Amorosos & Os Odiados (Lema d’Origem, 2023), and Ars Longa, Vita Brevis (Glaciar, 2023).

Recently, he has been organizing anthologies on major Portuguese cultural figures, reaching the repositories of the world’s most prestigious universities.